Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

Há em torno de 100 anos, na região onde ocorreu a histórica Guerra do Paraguai, houve a chegada em massa de retirantes nordestinos. Como as terras eram baratas no período, muitas famílias numerosas construíram casas de farinha e passaram a comercializar o produto na região de maneira artesanal.

A produção da farinha tem importância cultural além de econômica: no mês de maio, mês de aniversário do município, é realizada a Festa da Farinha. O evento já faz parte do calendário da cidade e também atrai chefs de cozinha e artistas nacionais. O produto é uma verdadeira vitrine da região e a farinha é chamada pelos sulmatogrossenses de “farinha de Anastácio”.

Entre as atividades do grupo, realizam reuniões e assembleias gerais sempre que necessário. Comercializam para escolas e empresas a farinha de mandioca e outros produtos de hortifruti. A farinha é o único produto de agroindústria. Possuem uma máquina embaladora que porciona a farinha.

A farinha é preparada de maneira artesanal por agricultores familiares e existe uma preocupação de garantir uma produção limitada para manter a qualidade do produto. As mandiocas são livres de agrotóxicos e defensivos agrícolas.

O grande êxodo rural de jovens têm colocado essa farinha como produto que corre risco de extinção. Muitos produtores têm idade avançada e alguns já faleceram: isso garantiu muitas casas de farinha fechadas. Todo esse cenário faz com que a farinha de Anastácio tenha tido um aumento de custo considerável nas últimas décadas. Antigamente, ela era vendida em pacotes de 1kg. O aumento do preço fez com que a cooperativa reduzisse pela metade a embalagem para comercialização.   

Sobre o processo de produção, a mandioca é descascada e depois é ralada em ralador artesanal. Ela passa por um processo natural de secagem de aproximadamente 1 dia. Após a secagem é realizada a torra da farinha em forno a lenha. O tempo de torra varia e a gramatura da farinha também. A falta de padronização na produção tem gerado algumas reclamações de consumidores.  A farinha de mandioca de torrefação que pode variar, de acordo e com a família produtora, o tempo que é exposta ao fogo. O grupo se reúne para embalar o produto, mas existe a falta de padronização no resultado final, mesmo que a técnica de preparo seja a mesma.

 

Estado/Região/Território: Mato Grosso do Sul/Região Centro Oeste

Municípios: Anastácio

Referência da Comunidade:  Jairo Arruda de Souza, (67) 3245-1982,

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na rede Slow Food pelo projeto:

Logo Novo Projeto site copy

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s