Slow Food Brasil

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A Comunidade está organizada em forma de cooperativa com o nome Cooperativa de Agricultura Familiar e Produtos Orgânicos, UNIVERDE. Dividem-se em quatro núcleos: três em Nova Iguaçu (nas comunidades de Geneciano, Figueira e Gerald Anon) e um em Duque de Caxias (na comunidade do Amapá). Essa experiência nasceu de um projeto elaborado pelo Instituto Terra e submetido à Transpetro (empresa ligada a Petrobrás), com o objetivo de trabalhar com as famílias residentes próximas às faixas de dutos da Transpetro na região metropolitana do Rio de Janeiro (mais precisamente Nova Iguaçu e Duque de Caxias), visando a ocupar essas faixas com produção de horticultura orgânica. Inicialmente o Instituto Terra conduziu um processo de seleção das famílias residentes próximo aos dutos interessadas em trabalhar com horticultura, realizando-se um seminário de apresentação da metodologia do proposto projeto.

Após esse processo, em junho de 2006, realizou-se um grande mutirão que marcou o início dos trabalhos na faixa de dutos, começando-se os primeiros plantios. Toda a metodologia adotada pela equipe técnica do Instituto Terra preconizava um sistema de organização comunitária para viabilizar a comercialização dos produtos oriundos das hortas implantadas, assim como o acompanhamento técnico, a aquisição de insumos e o planejamento da produção.

A produção é pautada nos princípios agroecológicos.  A primeira experiência com comercialização foi a realização de uma feira local, que conseguia escoar toda a produção do grupo, de forma que parte da produção acabava sendo doada. No ano seguinte, o grupo de agricultores familiares das faixas de dutos (assim que se denominavam) passou a entregar sua produção para a merenda escolar das prefeituras de Nova Iguaçu e de Duque de Caxias. O grupo também expandiu sua participação em feiras na região, comercializando na Feira da Roça de Nova Iguaçu e em feiras na Igreja Messiânica. 

O alimento é bom porque é cultivado em sistema agroecológico, respeita a sazonalidade e o clima local, portanto, os alimentos nascem e crescem a seu tempo, adquirindo características organolépticas incríveis em comparação com os métodos de plantio venenosos.  O método de cultivo agroecológico não agride o meio ambiente, sendo todo o processo e prática sustentáveis, seus métodos de processamentos como pilar, torrar, secar ou moer, são artesanais, preservando a cultura local.

Assim, buscam respeitar as condições de trabalho das famílias de agricultores e suas formas de comercialização. Os valores corretos praticados nas feiras agroecológicas, gerando satisfação para ambos os lados, tanto do produtor como do consumidor, e suas relações de respeito mútuo tornam as ações comerciais equilibradas, além da prática da hospitalidade e da solidariedade, que são valores socioculturais indissociáveis da agroecologia.

 

Estado/Região/Território: Rio de Janeiro/Região Sudeste

Municípios: Nova Iguaçu e Duque de Caxias

Referência da Comunidade:  Paulo e Marli, (21) 8894-4716, paulouniverde@hotmail.com e marlipinheirolima@hotmail.com

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na Rede Slow Food pelo projeto:

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