Setembro
2007
Nesta edição:
Editorial
Esperando o Congresso
Foco nos Convivias
Novos convivia
Convivia ativos
Terra Madre
Encontros nos quatro
cantos do mundo
Eventos para conhecer, encontrar e degustar
Festa de Outono
irlandesa
A França inteira
festeja a batata!
Educare slow
A rainha dos melões
turquemenos
Operação biodiversidade
O mel etíope em
Itália
Uma boa noticia
da Bósnia-Herzegovina
UNISG: vida no campus
Alunos (e futuros
alunos) no mundo…
… e o mundo na
UNISG
Coisas nossas
Palavras Slow Food
na Alemanha
Um amigo que nos
deixou
Do centro de serviços
de associados

Foco nos Convivias
• Novos
convivia
Aqui fica a lista dos convivia abertos recentemente:
Kibwezi – Quénia
Shrewsbury – Reino Unido
North East Ireland – Reino Unido
Saddleback – Austrália
Bamenda Highlands – Camarões
Extrême Nord Cameroun – Camarões
Volca Niac – França
Rouergat – França
Pinzgau – Áustria
Beirut – Líbano
Arnhem/Wageningen – Holanda
Comunidad Frontera del Sur – Chile
Brusturoasa – Palanca – Roménia
Marburg-Mittelhessen – Alemanha
Duisburg-Niederrhein – Alemanha
Gent – Bélgica
Caracóis em marcha na Bélgica
Após dois anos de interregno, Bruxelas volta a ser animada
pelo caracol do Slow Food. Há um mês nasceu o convivium Karikol,
“caracol” no dialecto antigo da capital europeia. À frente
do convivium está um grupo de apaixonados por ecologia e gastronomia
que estão a criar uma rede de activistas slow: chefes, intelectuais,
formadores... O primeiro encontro do convivium está agendado
para 30 de Setembro, no dia sem automóveis para um pic-nic
aberto ao público, no qual cada um deve levar um prato, com
direito a júri e degustação de karikoles. O convivium já começou
a organizar a programação para o próximo ano: no centro das
atenções está a valorização da fileira do mel no meio urbano.
• Convivia
ativos
Mercado de produtores romeno invadido!
O primeiro convivium Slow Food romeno foi o de Tarnava Mare
(Sighisoara). No passado mês de Agosto os sócios empenharam-se
em recuperar uma antiga festa local que há muito se tinha
perdido. A 15 de Agosto mais de 2000 pessoas acorreram à pequena
cidade de Saschiz para provar os pratos da tradição e açambarcar
o mercado de produtores de verduras e frescos, pães acabados
de sair do forno, compotas feitas pelas senhoras da Fortaleza
da aldeia saxónia, queijos de cabra, chouriços artesanais
e milho doce. O mercado teve um sucesso tal que os produtores
acabaram com o stock antes do final da festa e o presidente
da câmara local decidiu que no próximo ano o mercado vai oferecer
apenas produtos locais, para grande satisfação dos sócios
Slow Food e de todos os habitantes da zona de Saschiz.
A tournée europeia do agricultor
John
O John Peterson é na realidade o protagonista, tal como no
filme "The Real Dirt on Farmer John" (a suja verdade
do agricultor John), de uma história que está a dar a volta
ao mundo. John é um agricultor muito teimoso, que no Midwest
americano lutou contra a crise económica das pequenas explorações
agrícolas e o avanço do agro-negócio. O John conseguiu finalmente
transformar a Angelic Farms, que há gerações pertencia à sua
família, numa CSA (produção agrícola que envolve directamente
os grupos de compras) de sucesso que produz segundo métodos
biodinâmicos. O John transformou-se num ponto de referência
para todos os agricultores do seu país.
Durante o mês de Setembro o documentário "The Real Dirt
on Farmer John", vencedor de numerosos prémios internacionais,
foi apresentado nas principais cidades dos países de língua
alemã – entre as quais Berlim, Munique, Viena, Zurique – pelo
próprio John Peterson, acompanhado pela voz da cantora Lesley
Littlefield. As exibições, seguidas de debates abertos ao
público e de aperitivos “slow” em linha com o conceito de
‘cinema culinário’ do Berlinale (o festival de cinema internacional
de Berlim), foram organizados por Bernward Geier – sócio histórico
do Slow Food e ex-presidente da IFOAM (federação internacional
dos movimentos de agricultura biológica) – e por Walter Kress
– um agricultor que participou nos encontros Terra Madre 2004
e 2006 e membro do concelho do Slow Food Alemanha – em colaboração
com os convivium Slow Food locais.
Momentos de reflexão eco-gastronómica
na Áustria
“Die Genuss” (o gosto): é o título da feira gastronómica que
teve lugar pela primeira vez em Wels, na Alta Áustria, de
15 a 19 de Setembro. Também durante este evento o Slow Food
manifestou o seu ponto de vista sobre a produção e consumo
alimentar: o convivium Linz-Mühlviertel, presente com um stand,
informou o público das varias actividades promovidas pelo
nosso movimento, enquanto o vice-presidente do Slow Food Giulio
Colomba participou no debate "Local em vez de global
- a diferença sente-se", ilustrando o empenho da nossa
associação numa alimentação boa, limpa e justa.
Um pic-nic de ambientalistas e apreciadores
conscientes
O convivium de Toronto organizou em conjunto com a associação
ambientalista Evergreen um evento de impacto garantido no
público: um pic-nic com petiscos preparadas por alguns dos
melhores chefes canadianos, com matérias-primas fornecidas
directamente pelos produtores. O pic-nic de 16 de Setembro
foi também a oportunidade para chefes, produtores e consumidores
debaterem sobre como nos podemos alimentar diariamente respeitando
o ambiente e valorizando o trabalho dos produtores, sem renunciar
ao gosto.
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Terra Madre
Encontros
nos quatro cantos do mundo
A aventura do Terra Madre propaga-se ao ritmo das estações,
ganha novas formas e enriquece segundo as especificidades
dos povos, dos climas e dos territórios. Já em Março sócios
Slow Food, chefes e investigadores universitários suecos se
tinham reunido para um Terra Madre nacional. Juntos elaboraram
propostas concretas para reforçar sistemas de distribuição
alternativos e fileiras mais curtas.
Nos dias 28 e 29 de Setembro, terá lugar o encontro dos membros
bielorussos da rede do Terra Madre para debater, entre outras
coisas, formas de apoio inovadoras aos produtores: a elaboração
de uma base de dados dos produtores, a criação de um serviço
de consultoria jurídica, angariação de fundos e ajudas à comercialização.
No início de Outubro será a vez do Terra Madre Brasil. O evento
reunirá todos os intervenientes na fileira agro-alimentar,
para que se possam encontrar sinergias capazes de apoiar uma
produção alimentar local que preserve a biodiversidade vegetal
e cultural do enorme país sul-americano.
Em breve haverá encontros regionais do Terra Madre também
na Holanda, Irlanda e Médio Oriente-Norte de África: a rede
mundial do Terra Madre ganha cada vez mais força localmente.
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Eventos para conhecer,
encontrar e degustar
Festa de Outono
irlandesa
Um grupo inovador de associações da região
de Leitrim, no norte da República da Irlanda, organizou uma
festa de Outono na pitoresca cidade de Drumshanbo, para promover
formas de turismo eco-gastronómico na região.
Entre as bancas do mercado os produtores venderam directamente
aos consumidores produtos locais biológicos; mas não só: o
público pôde visitar as fazendas das redondezas, debater sobre
as tradições culinárias irlandesas, fazer passeios guiados
à descoberta de flores e frutos espontâneos, ver documentários
temáticos e assistir a demonstrações culinárias dos chefes.
Para mais informações: www.harvestfeast.ie
A
França inteira festeja a batata!
A 15 de Setembro de 2007 o Slow Food França festejou a sua
primeira “Journée Nationale Slow Food”. Os eventos organizados
em simultâneo por vários convivia franceses apresentaram ao
público receitas e pequenos truques para comer quotidianamente
um pouco mais “bom, limpo e justo”.
Degustações, exposições, jogos e laboratórios giraram à volta
de um só protagonista de todas as mesas francesas: a batata!
Este tubérculo entrou por direito na gastronomia para além
dos Alpes no final de 1700, época de Antoine Parmentier: este
ajudante-farmacêutico do exército na Prússia descobre as virtudes
nutritivas deste produto andino tornando-se seu defensor na
corte de Luís XVI.
Os encontros do dia, dispersos por todo o território nacional,
introduziram as iniciativas de 2008, declaradas pela ONU e
pela FAO “Ano Internacional da Batata”, exactamente para convidar
à reflexão sobre este produto simples, barato e com alto valor
nutritivo.
Para um lista de todas as actividades organizadas em França
por ocasião do Dia Slow Food: clique
aqui.
Para aprofundamentos sobre o tema, ver também os sites:
http://www.fao.org/AG/esp/revista/0611sp1.htm
- www.potato2008.org
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Educare slow
A rainha dos
melões turquemenos
Desde sempre o melão é uma das plantas
mais respeitadas no Turquemenistão. O sol quente e o ar seco
fazem deste o território ideal para o seu cultivo. Os primeiros
sinais de plantações de melões encontrados no país remontam
ao século IV. Na idade média os melões turquemenos eram transportados
em enormes embarcações pela Rota da Seda até aos países árabes.
Protagonista de tantas lendas e canções populares turquemenas
é a “Rainha do campo de melões”.
Não admira que o dia em que se celebra a qualidade do melão
(Gavun bayramu) seja feriado nacional, já há treze
anos. Este ano o neo-convivium Slow Food Akhal deu um contributo
significativo para o sucesso da festa: os sócios visitaram
uma escola primária da cidade de Ashkhabad, deram a provar
às crianças e aos professores diferentes variedades locais
de melão, para poderem reconhecer as suas características
e diferenças. Entre uma fatia e outra as crianças ouviram
encantadas as histórias da Rainha dos melões, gostaram tanto
da experiência que pediram aos sócios Slow Food para voltar
no próximo ano.
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Operação biodiversidade
O mel etíope
em Itália
«A solidariedade entre apicultores é impressionante…
faz-me lembrar a dos fumadores!» assim comentou a visita de
formação que efectuou a Itália o responsável da Fortaleza
do mel do Vulcão Wenchi, Zewdi Abadi Alemu, juntamente com
Haleka Alem Abreh, apicultor da Fortaleza do mel branco de
Wukro. No final de Agosto Zewdi e Haleka foram convidados
por alguns sócios do Consórcio italiano de apicultores e produtores
biológicos (Conapi): uma ocasião para aprofundar as técnicas
de apicultura moderna adquiridas durante a formação prestada
por Diego Pagani (apicultor Conapi) em Janeiro de 2007, mas
também para compararem com os colegas italianos os problemas
quotidianos que todos os apicultores têm de enfrentar.
Nos dias seguintes os dois etíopes participaram como convidados
de honra no “Perfume de Mel”, um evento em Roma dedicado ao
mel da Lazio, organizado este ano em colaboração com o convivium
Fiumicino e a Fundação Slow Food para a Biodiversidade. Zewdi
e Haleka tiveram assim a oportunidade de dar a provar o seu
mel a um público internacional.
Para informações sobre o evento: www.profumodimiele.it
Uma boa noticia
da Bósnia-Herzegovina
As mulheres bósnias da Fortaleza de Slatko
– uma compota doce à base de ameixa pozegaca, uma variedade
local –, que há um ano fundaram a associação “Emina”, abriram
um laboratório de transformação, graças a um contributo da
Fundação Slow Food para a Biodiversidade. As produtoras, que
antes do início da Fortaleza preparavam o slatko apenas em
casa, para a própria família, participaram este ano no Cheese,
o festival internacional de queijo de qualidade organizado
pelo Slow Food (21-24 Setembro 2007, Bra, Itália). O slatko
é um acompanhamento tradicional para queijos e iogurtes.
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UNISG: vida no campus
Alunos (e
futuros alunos) no mundo…
Itália e Estados Unidos trocam estudantes
através do programa de bolsas de estudo Fulbright. Assim,
um italiano que terminou o master UNISG ruma a Marietta, Georgia,
enquanto que uma especialista em comunicação sanitária de
New York se dirige a Colorno (Parma). Katharine Millonzi participará
no Master 2007-08 em Food Culture com o objectivo de examinar
as políticas agrícolas internacionais e o impacto da biogenética
sobre a nossa alimentação. Carlo Baggi, que fez o Master em
2005-06, está prestes a começar a leccionar um curso de eco-gastronomia
em Chattahoochee Technical College, no âmbito do programa
de arte culinária do College.
… e o mundo
na UNISG
Entre a cerimónia de entrega de diplomas,
Cheese e o lançamento do projecto “Em Busca do Grande de Rio”
(uma viagem ao longo do Po), Pollenzo e Bra estão atarefadas
com o vai vem de estudantes. A 17 de Setembro licenciaram-se
os primeiros sete alunos (do curso de três anos); dos quais,
quatro italianos, um canadiano, um mexicano e um húngaro.
Durante o Cheese os alunos de Pollenzo receberam os visitantes
no pátio do Boccondivino, um dos focos centrais do evento.
Só alguns dias mais tarde, a 26 de Setembro, é que se deu
a partida para a aventura gastronómica e de descoberta sócio-ambiental
nas margens do rio mais longo de Itália.
Para mais informações sobre a Universidade e para inscrever-se
on-line: www.unisg.it
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Coisas nossas
Palavras Slow
Food na Alemanha
A editora Tre Torri publicará em breve
a versão alemã do livro de Carlo Petrini “Bom, Limpo e Justo”
com o título "Gut, sauber und fair".
A partir de 2008 a revista "Slow Food" do Slow Food
Alemanha terá uma periodicidade de dois meses e cada número
terá 100 páginas.
Um amigo que
nos deixou
Michael Jackson, escritor, histórico e
especialista mundial em cerveja morreu a de 30 Agosto na sua
casa em Londres. Grande amigo do Slow Food, colaborou desde
o início com a revista Slow e, posteriormente com a revista
italiana Slowfood. Podem ler uma memória de Michael clicando
aqui.
Do centro
de serviços de associados
Uma vez por mês enviamos as listas de
sócios a todos os convivia. Se não as recebem, por favor contactem-nos.
Pedimo-vos que continuem a verificar mensalmente os nomes,
moradas e e-mail dos sócios do vosso convivium. Comuniquem-nos
as eventuais correcções. Duas pessoas no comité do convivium
podem receber estas informações: o líder do convivium e uma
segunda pessoa que podem escolher livremente. Se desejam nomear
ou alterar a segunda pessoa responsável pelo vosso convivium
basta que o comuniquem. Irão ajudar-nos a melhorar os serviços
prestados aos sócios. Obrigado pelo vosso apoio contínuo.
servicecentre@slowfood.com
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Para qualquer pergunta, informações
ou eventos que queira partilhar por favor entre em contato
com o coordenador da sua área.
Saudações Slow,
Slow Food Escritório Internacional
international@slowfood.com

ENTRE EM CONTATO
Escritórios nacionais
Slow Food: verificar na pagina
web
Coordenadores de área (junto
aos escritórios Slow Food em Bra) para os países onde não
há um escritório nacional:
África e Oriente Médio
Séverine Petit – s.petit@slowfood.com
América Latina
Lia Poggio – l.poggio@slowfood.com
José Carlos Redon - j.redon@slowfood.com
Canadá
Lilia Smelkova – l.smelkova@slowfood.com
Asia e Oceanía
Elena Aniere - e.aniere@slowfood.com
Europa
Espanha, Bélgica, Grécia, Luxemburgo:
Mariagiulia Mariani - m.mariani@slowfood.com
Leste Europeu, CSI-Comunidade de Estados Independentes,
Países Baixos, Irlanda:
Lilia Smelkova – l.smelkova@slowfood.com
Esandinávia:
Veronica Veneziano – v.veneziano@slowfood.com
Áustria:
Raimondo Cusmano – r.cusmano@slowfood.com
Portugal:
Lia Poggio – l.poggio@slowfood.com
Comunicação
Marta Mancini – m.mancini@slowfood.com
Monica Mascarino - m.mascarino@slowfood.com
Michèle Mesmain – m.mesmain@slowfood.com
Assuntos gerais
international@slowfood.com |
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EDITORIAL |
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A rede aperta-se
Sinclair Philip, Conselheiro canadiano do Slow Food
e animador do convivium Vancouver Island, encontrou
na Bulgária os produtores de queijo convidados a estarem
presentes no Cheese. Sinclair partilhou a sua experiência,
em Estugarda, durante a última reunião do Conselho internacional:
"Só depois da viagem à Bulgária é que compreendi
verdadeiramente o trabalho que a Slow Food está a levar
a cabo no mundo."
Lucia Mastroberti, líder do convivium francês Schnaeckele
na Alsácia, decidiu partir para o Uzbequistão e Quirgiquistão
para visitar as comunidades do alimento que encontrou
no grande livro do Terra Madre 2006. Os produtores acolheram
os curiosos turistas europeus nas suas próprias casas,
estes por sua vez encorajaram-nos no seu trabalho quotidiano
e fizeram-nos sentir a importância do trabalho que realizam.
Do encontro com os sócios do Convivium de Tashkent surgiu
a ideia de criar uma geminação entre os dois convivium
e de convidar a Estrasburgo, por ocasião do Terra Madre
2008, os produtores e pastores quirgis e uzbeques, para
que possam conhecer os seus colegas franceses.
Estas são apenas as duas últimas notícias, de entre
as inúmeras que nos chegam diariamente, que nos dão
conta de intercâmbios, geminações, visitas entre convivia,
comunidades do alimento e Fortalezas. Estas realidades
dialogam de muitas formas diferentes: da simples visita
de amizade, à troca de informações técnicas e consultoria.
Alguns convivia, comunidades ou Fortalezas oferecem
apoio económico a comunidades que querem começar projectos
ou organizar encontros entre produtores em áreas menos
desenvolvidas. Há simples sócios da Slow Food que são
acolhidos de braços abertos em territórios que não conhecem,
onde os slowfooders locais servem de guia aos seus monumentos
e tradições, à sua cultura gastronómica.
Estou convencido que estas amizades espontâneas são
a demonstração mais importante daquilo que a nossa rede
é, uma rede onde acima de tudo conta a grande humanidade
dos seus intervenientes. Penso que este aspecto, que
é aquele que sobressai mais também nos nossos grandes
eventos (como os Congressos, Terra Madre ou feiras),
deve ser aquele que deve ser mais incentivado.
Não queremos construir uma rede fria, feita apenas de
contactos virtuais à distância. A rede deve promover
o encontro, o aperto de mãos, o abraço. Cultivar a amizade
é o que nos vai permitir atingir os objectivos a que
nos propomos, mas sobretudo que nos permitirá a cada
um de nós de jamais se sentir só na construção de um
modelo de vida centrado na alimentação boa, limpa e
justa.
Deixo aqui um convite a todos, para que se ponham em
prática cada vez mais formas de apoio a realidades que
se encontram em dificuldade; para que, durante as nossas
viagens, se arranje forma de encontrar os sócios locais
e para que o espírito de hospitalidade e abertura esteja
sempre presente no seio dos nossos convivia.
São estas a melhores notícias.
Carlo Petrini
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O
mês da pátria
Setembro é uma época
especialmente querida para os mexicanos: é o mês
da pátria. Ao longo da história mexicana, aconteceram
inúmeros episódios ligados à luta pela liberdade
e soberania do país durante este mês: em especial,
a defesa de Chapultepec por parte de Niños Héroes
(heróicas crianças), a 13 de Setembro de 1847; O
«Grito» da independência na noite de 15 de Setembro
de 1810, que assinalou o início da batalha pela
independência, a 16 com a sua conclusão a 27.
Nestes dias de festa as bandeirinhas, os confettis,
as insígnias, as luzes, os rostos da história e
os símbolos com os quais o México transborda pintam
as cidades e aldeias do país. As máscaras, as espadas
de madeira e os elementos de cartão à venda por
todo o lado convidam a reviver simbolicamente os
episódios mais marcantes da história do país.
Em família prepara-se o pozol (bebida muito
espessa à base de cacau e farinha de milho) e os
chiles en nogada (pimentos com nozes),
um prato típico do Estado de Puebla, cuja origem
remonta à passagem de Agustín de Iturbide, primeiro
imperador do México e do seu exército nesta cidade,
a 27 de Setembro de 1821. O prato foi criado pelas
freiras agostinas do convento de Santa Mónica, com
inspiração nas três cores da bandeira mexicana:
o verde do chile poblano (pimentos de Puebla), o
branco do molho de nozes e o vermelho das sementes
de romã.
No site www.slowfood.com,
ainda por ocasião do Congresso, um dossiê
especial sobre o México. |
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