A laranjinha-de-pacu (Pouteria glomerata), também denominada maçã-de-pacu, abiurana, abiurana-ferro, abiorana, abiorana-do-igapó, araru, moranguinha, parada.

Apesar de ocorrer em quase todos os estados brasileiros e em outros países da América do Sul, é uma espécie de baixa ocorrência, se restringindo a áreas ribeirinhas periodicamente inundáveis e matas de galerias. 

Pertencente à família das Sapotáceas, é uma arvoreta perene, de ramificações irregulares e que atinge cerca de 5m de altura; costuma perder suas folhas no período de cheias. 

Floresce entre setembro e dezembro e frutifica entre janeiro e agosto. Apresenta frutos arredondados, amarelados quando maduros, aromáticos, carnosos e com sabor ácido, com alto teor de antioxidantes e outros compostos bioativos.  

O peixe pacu influenciou seu nome popular, já que seu principal uso é como iscas para peixes. Sua conservação é  fundamental, pois é um fruto nativo de uma região constantemente ameaçada por grilagem de terras, desmatamento para implantação de monoculturas e pastagens (Cerrado e Pantanal), além de sua colheita ser restrita ao agroextrativismo, ou seja, não há plantio - fator que a torna ainda mais vulnerável. 

A polpa é consumida in natura e pode ser utilizada para sucos, doces, geleias e sorvetes.

Indicada por Jean Marconi
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