Slow Food Brasil

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No início do século XVIII, portugueses e luso-brasileiros de Paranaguá, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, passavam pelo Rio Grande do Sul até a grande Feira de Sorocaba (SP), pelo  trajeto do Campos Gerais, circuito dos indígenas do povo Kaigangues, surgindo um pouso de tropeiros que ali aproveitavam as imensas pastagens para descanso e engorda do gado: nascia a Vila da Palmeira.
Com essa mistura de tropeiros de diversas regiões, criou-se o queijo Poronguinho (também chamado de porunga), feito nas primeira fazendas, muito parecido no formato com o queijo Cabacinha de MG e SP, porém, totalmente diferente na maneira de produzir.

Porongo ou cabaça é um fruto da família das curcubitáceas, a qual pertence a abóbora. Com o fruto seco se faz artesanatos e utensílios. Por conta da semelhança com o porongo, veio o apelido do queijo.

O queijo Poronguinho é um queijo típico dessa região, interior do Paraná. Originalmente, esse queijo foi criado por imigrantes que se instalaram na região na época do tropeirismo, e se difundiu por toda a cidade. 

É feito com leite cru e pingo, portanto difícil de se conseguir o registro. Por esse motivo, os produtores foram deixando de lado sua produção e focando em outras atividades. Hoje, somente dois produtores ainda conseguem vendê-los. Um deles faz os seus queijos na Chácara Palmeira, ponto inicial da cidade, com uma edificação de mais de 200 anos que guarda toda a história dos tropeiros. Dentro da propriedade são criadas as vacas que são ordenhadas todas as manhãs, manualmente. 

A técnica de produção se assemelha a da mussarela, porém a peculiaridade do terroir da região confere a esse queijo uma leve acidez característica. Primeiro, é feito uma massa base com o leite fresco, que fica descansando por várias horas. Após o descanso do leite, com a ajuda de água quente e duas colheres de pau, o queijo é manuseado até adquirir a consistência adequada e, então, ele é formatado como um pequeno porongo. Feito esse processo, tendo adquirido a forma adequada, o queijo fica na salmoura em um tonel de madeira por um dia.

A pecuária leiteira é uma das atividades de Pilar do Sul (SP), a 50 km de Sorocaba (SP). Por causa das sobras de leite, muitos produtores começaram a preparar queijo. Um deles é o queijo porongo. A produção cresceu tanto que algumas famílias abandonaram a pecuária para se dedicar exclusivamente à produção artesanal do porongo. Faz parte da tradição da cidade e das festas e celebrações regionais.

O queijo é bem versátil e possui sabor bem suave quando fresco. A massa é filada como a de uma mussarela. Derrete pouco mas fica muito macio, portanto, dá para utilizar em sanduíches, grelhá-lo ou assá-lo.

É possível também comê-lo puro, temperado com azeite de oliva e ervas fresca. Esse queijo também pode ser utilizado na versão curada. Em Palmeira ele é mais consumido fresco e pode ser aplicado em preparos como massas, bolos, recheio, lanches, entre outros. Tem a consistência de "puxa" comum em queijos feitos em água quente.

Referência
Programa Nosso Campo | Relembre: Queijo porongo é tradição em Pilar do Sul http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/nosso-campo/videos/v/relembre-queijo-porongo-e-tradicao-em-pilar-do-sul/4707795

Indicado por Camila Cristina B. W. da Rocha e Renato Camassutti Bedore
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