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Pitangatuba (Eugenia selloi), também  conhecido por pitangão, pitanga gigante, pitangão-amarelo e pitangola, 

é uma fruta endêmica da Mata Atlântica brasileira, que costumava ser encontrada com abundância nas regiões de restinga do litoral entre o Espírito Santo e Rio de Janeiro. Este bioma, hoje muito ameaçado, é caracterizado por planícies litorâneas ricas em sedimentos, antigamente cobertas por oceanos. Nessas zonas úmidas e salobras, formaram-se ecossistemas com fauna e flora bastante peculiares, que servem de berçário para uma grande diversidade de espécies e ponto de pouso para aves migratórias.

A Pitangatubeira é uma árvore arbustiva com cerca de 2 metros de altura, folhas verde-escuras de formato pontiagudo e textura semelhante ao couro. A árvore floresce entre os meses de outubro e novembro, frutificando no período entre novembro e janeiro. É bastante adaptável a diversos tipos de solos e pode ser cultivada em pomares e até em vasos (residências).

 A pitagantuba é um fruto bastante semelhante a pitanga, diferenciando-se no tamanho e sabor. Mede cerca de 4 centímetros de comprimento e 3 centímetros de largura, mas é comum encontrar exemplares maiores, com até 7 centímetros. Por isso, a denominação de pitanga gigante. O fruto possui apenas uma semente de cerca de 2 centímetros de comprimento, de formato oblongo semelhante ao da carambola. Quando maduro, a casca tem cor amarelada, aroma intenso e polpa abundante, sabor agridoce e textura que dissolve na boca. 

É um fruto que costumava ser consumido pelas comunidades das regiões da costa do Sudeste, sejam pescadores, agricultores, extrativistas e até turistas e moradores das cidades litorâneas. Fruto espontâneo, de aparência exuberante, aroma intenso e característico, certamente não passava desapercebido por quem encontrasse um pé na época da frutificação. Suas propriedades nutricionais também fazem deste fruto um grande repositor de minerais e vitaminas. Deve ser colhido quando maduro (amarelo), para ser consumido in natura ou beneficiado em forma de sucos, sorvetes, doces ou geléias. 

Apesar do imenso potencial gastronômico e comercial, a pitangatuba encontra-se ameaçada pela drástica redução dos territórios de restinga, onde é endêmica. Tal redução ocorre devido a intensificação da construção de imóveis e hotéis nesse território, além da retirada de plantas nativas com a finalidade de ornamentação de jardins. Dessa forma, a quantidade disponível na natureza reduz constantemente, colocando em risco uma fruta de sabor especial, cuja identidade está associada a uma fantástica biodiversidade brasileira, o litoral.

A pitangatuba tem sabor agridoce, entre o ácido e o adocicado, polpa suculenta, que se desprende facilmente da sua pequena semente arredondada e perfume forte e característico das frutas da mesma família (mirtáceas). O fruto é comumente ingerido in natura ou beneficiado em forma de suco, sorvete, doce e geléia. 

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