Uma das principais palmeiras presentes no Cerrado, a guariroba-verdadeira (Syagrus oleracea), também denominada gueroba, guariroba-verdadeira, jaguaroba, gariroba, palmito-amargoso, catolé, coco-babão, pati-amargoso, coco-amargoso, produz o palmito que tem presença expressiva nas culturas alimentares mineira e goiana, tendo ocorrência nos estados da Bahia, Tocantins, estados da Centro-Oeste, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. A terminologia guariroba tem origem no termo tupi gwarai-rob, que significa “indivíduo amargo". Está relacionada a cultura indígena brasileira e já foi citada em relatos de expedições do século 18 como "jaguaroba"; também está presente em território Kalunga, comunidade quilombola presente na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. 

O palmito também chamado popularmente de "gueroba" faz parte do receituário do famoso empadão goiano - preparado com frango, linguiça e batata - e também é consumido em refogados, saladas e no tradicional arroz com pequi. O sabor amargo do ingrediente é bastante apreciado na região, mas tem pouca comercialização em outros estados da região Centro-Oeste. 

A consistência rígida do palmito faz necessário o cozimento do ingrediente, localizado na extremidade do caule. Depois de derrubar a planta, corta-se aproximadamente 60 cm da extremidade, as folhas são higienizadas e as partes mais rígidas são descartadas. Assim como a mandioca, o palmito gueroba escurece rapidamente. Por isso é necessário mergulhá-lo em água imediatamente após cortá-lo. Esse processo também ajuda a atenuar seu sabor amargo.  

A palmeira pode apresentar até 20 metros de altura e folhas que atingem até 3,5 metros de comprimento. Ela pode brotar espontaneamente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do país. Além do palmito, a guariroba também produz uma amêndoa que é revestida por um coco verde-amarelado liso. Das sementes, se extrai um óleo bastante nutritivo ainda pouco utilizado na gastronomia. Frutifica na primavera.

Para a retirada do chamado "broto terminal" é necessário que toda a árvore seja derrubada, fato que a coloca sobre alarmante risco de extinção. 

É consumido após cozimento em saladas, pratos típicos e refogados.

Referências:
Livro As Palmeiras dos Kalungas - guia de identificação e etnobotânica. Autora: Renata Corrêa Martins. 
http://www.pirenopolis.tur.br/turismo/gastronomia/regional/guariroba
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guariroba
Lorenzi, H. 2010. Flora Brasileira Arecaceae (Palmeiras). 

Indicação e pesquisa por Sara Almeida Campos 
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