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O mel de abelhas jupará da Amazônia (Melipona interrupta), é um produto consumido principalmente nas comunidades e municípios do interior da Amazônia. Além do estado do Amazonas, esta espécie de abelha pode ser encontrada também amplamente distribuída pela região amazônica brasileira. Neste estado, um dos mais promissores para a atividade, existem muitos grupos de produtores e muitas iniciativas para produção de mel nativo, mas ainda carecem muito de fortalecimento.

O mel é conhecido na região como mel de jupará e possui sabor a características próprias devido ao ambiente das áreas de várzea e terra firme de Parintins. 

O mel de abelhas nativas é um produto que faz parte da alimentação dos povos da floresta há muitos anos e compõe a mesa das populações ribeirinhas da Amazônia até hoje. É utilizado como adoçante natural, consumido com a farinha de mandioca e, principalmente na medicina tradicional, na cura de muitas enfermidades. A extração do mel possibilitou às comunidades ribeirinhas, além dessas utilidades, fonte de renda e desenvolvimento social a partir da aplicação das técnicas racionais de criação, multiplicação e manejo das colônias. Em Parintins, algumas comunidades do Paraná de Parintins possuem a prática da meliponicultura, que é a criação racional das abelhas nativas. Os produtores dessas comunidades são sócios do Grupo Ambiental Natureza Viva (GRANAV), que inclui em suas atividades a meliponicultura como estratégia de desenvolvimento sustentável, conservação de espécies da flora nativa e o desenvolvimento econômico das comunidades. A produção de mel dessas comunidades ainda é relativamente pequena, em torno de 400 kg/ano. O mel produzido atende os consumidores de Parintins e das próprias comunidades. 

Seu consumo é geralmente como adoçante natural em diversas receitas tradicionais, como componente de xaropes medicinais misturado com outros componentes da medicina tradicional da Amazônia e, também com a farinha de mandioca.

Os produtores comercializam o excedente na comunidade e também aos consumidores da cidade de Parintins. Geralmente a compra e venda é previamente encomendada aos produtores que fazem uma espécie de contrato com o consumidor interessado e que depois da extração é encaminhado diretamente ao mesmo. O restante da produção é comercializado em feiras livres do município de Parintins.

Os produtores de mel das abelhas jupará-da-Amazônia enfrentam diversas dificuldades, como a onerosidade na implementação da atividade de forma a beneficiar e garantir a qualidade do produto, falta de capacitação técnica, além das mudanças climáticas que contribuem para uma maior perda de colônias.

Indicação: Alef Soares Nunes e Paulo Henrique Guimarães de Oliveira
Revisão: Carlos Demeterco e Ligia Meneguello
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