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O abricó tem sua origem nas Antilhas e no norte da América-do-Sul. Não se tem registro específico de quando foi introduzido no Brasil, mas estima-se que pode ter acontecido antes da invasão europeia à América, por meio do contato entre os povos ameríndios que existiam aqui. Assim, foi incorporado localmente, cultivado em quintais e pomares, fazendo parte da cultura alimentar da região Norte do país. Não há registros de plantios extensivos dessa espécie no Brasil. 

Pertencente à família das Clusiáceas, pode atingir até 20 m de altura e produz frutos de até 1 kg, geralmente entre 400 e 700g, grandes e redondos, de casca dura, rugosa e coloração marrom escura. O fruto é carnoso, suculento e sua polpa oscila entre as cores amarela e alaranjada. Quando maduros caem ao solo naturalmente, apresentando um aroma doce e agradável. O rendimento de polpa é considerável, chegando a cerca de 60% de parcela comestível do abricó. Possui alto teor de umidade e é pouco calórico. Contudo, seus teores de potássio e cálcio são interessantes quando nos referimos aos valores nutricionais do fruto.

Apesar de ser encontrado e cultivado em pomares e quintais, é um fruto pouco explorado comercialmente, sendo difícil encontrar nos mercados, mesmo em feiras e mercados da região amazônica. Além de não ser explorado comercialmente, também não é aproveitado como poderia em receitas e modos de processamento simples do fruto. Isso posto, aliado ao fato do abricó permanecer nas comunidades e locais onde é cultivado em baixíssima escala, coloca o fruto em desuso e desconhecimento, o que ameaça sua propagação e seu potencial uso gastronômico. 

Sua madeira é valiosa para construção interna, e seu uso em edificações acaba por aumentar a ameaça e a possibilidade de desaparecimento do abricó. Mesmo não sendo uma espécie de planta nativa da Amazônia brasileira, possui um grande potencial produtivo e nutricional, principalmente para a segurança alimentar das comunidades rurais da Amazônia. Sendo assim, é preciso reconhecer essa espécie como potencial real também de geração de renda aos agricultores e agricultoras da região Norte do Brasil, podendo também ser cultivado em outras regiões. Não se caracteriza como espécie exótica invasora, sendo que seu cultivo pode ser incentivado em sistemas agroflorestais, e não em monocultivos.
Pode ser consumido ao natural ou processado, na forma de sucos, geleias, doces, mousses, saladas.

Indicação: Helenkássya Gonçalves de Araújo
Revisão: Carlos Alexandre Demeterco e Ligia Meneguello
Produto embarcado pelo projeto
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