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Com forte presença na região Centro-Oeste, o bacuri (Scheelea phalerata) é uma palmeira que pode atingir até 10 metros de altura. Também conhecido por acuri, acurizeiro, coqueiro-acuri, ganguri, tem papel fundamental para a biodiversidade e suas flores, que desabrocham entre os meses de janeiro e maio, servem como agentes polinizadores de insetos. Os frutos são formados em grandes cachos e surgem entre o período de outubro a dezembro.

Eles apresentam cor que pode variar entre amarelo e laranja graças a forte presença de caratenóides, pigmentos essenciais na produção de corantes naturais. A polpa esbranquiçada é saborosa e envolve a semente do fruto que reserva uma amêndoa - bastante utilizada para a produção de um óleo rico em vitamina A. O período de entressafra impulsiona a necessidade de estocagem da farinha, preparada a partir da polpa e bastante utilizada na gastronomia pantaneira.

Da palmeira do bacuri podem ser aproveitados o caule, popularmente conhecido por apresentar propriedades fortificantes, as folhas resistentes são utilizadas para a cobertura de casas em áreas rurais e as fibras ganham maior durabilidade com a fabricação de cordas e chapéus.


Frutos de bacuri. Foto: Renata Corrêa Martins

Segunda cobertura vegetal presente no Brasil, o Cerrado corre grave risco de extinção e tem sido cada vez mais desmatado. Estudos apontam que apenas 19% do bioma está preservado, o que integra o bacuri como um dos frutos ameaçados de extinção.

O fruto pode ser consumido in natura, a polpa pode ser processada em sorvetes, sucos e geleias, além de se aproveitar o óleo, o palmito, e se obter farinha e licor.

Indicação por Laíse Carvalho Silva, Elida Martins Aivi, Susanne Gerber-Barata.
Revisão por Jean Marconi de Oliveira Carvalho e Ligia Meneguello

Referências:
Machado NG et al., 2014 Espécies nativas de plantas frutíferas em uma área de Cerrado em Mato Grosso, Brasil
Lorenzi H, 2000. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 1, 3. Ed. Nova Odessa, SP; Instituto Plantarum, 352 p.

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