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O cariru (Talinum triangulare), também chamado de caruru, beldroega-graúda, lustrosa-grande, maria-gorda, erva-gorda, major-gomes é uma hortaliça herbácea amplamente distribuída pela América Tropical, que chega até 60 cm de altura. Na região da Amazônia brasileira é uma planta tradicional, utilizada de diversas maneiras na gastronomia local, de forte identidade cultural entre os povos amazônicos. As folhas e os talos são as partes consumidas e apreciadas dessa verdura.

Como o nome latim expressa, esta planta tem um talo carnudo, folhas oblongas e flores minúsculas, de cor lilás. O sabor se assemelha ao do espinafre comum, com um leve toque amargo, por ser uma verdura versátil, acabou ganhando espaço nos pratos preparados tradicionalmente, principalmente nas áreas rurais da Amazônia.

Não se sabe exatamente qual o centro de origem do cariru, mas é uma planta consumida em praticamente toda a América Tropical. A maior parte do cariru é produzida por comunidades da agricultura familiar ribeirinha na calha do Rio Amazonas, mas é uma planta alimentícia não-convencional (PANC) quase desconhecida por grande parte da população da região.

Talinum crassifolium 2.jpg
Foto: Wikimedia

Comercializado em feiras e até mesmo em supermercados, o uso do cariru em pratos precisa ser mais difundido, auxiliando, dessa forma, o fortalecimento dessa erva e sua conservação. Na maior parte dos casos é tida como uma “erva daninha”, pois se espalha com facilidade em ambientes antropizados. É facilmente eliminada sob o desconhecimento de seu potencial gastronômico. O conhecimento tradicional sobre o cariru, assim como acontece com inúmeros alimentos, vai se esvaindo a cada temporada, e ele necessita ser resgatado e reconhecido. Seu consumo é tradicional no meio rural, o consumo familiar é muito comum, pois é uma erva presente em pomares, hortas e sítios. Pode ser utilizado para o preparo de feijoadas especiais, patês, recheio de pastéis, refogados (com aspecto do espinafre comum) e muitas receitas vegetarianas.

Indicação por Susanne Gerber-Barata

Revisão por Carlos Demeterco e Ligia Meneguello

Para mais informações:
CARDOSO, M. O.(Org.). Hortaliças não-convencionais da Amazônia. Brasília, DF: EMBRAPA-SPI; Manaus: EMBRAPA-CPAA, 1997. p. 39-45.

Este produto foi indicado pelo projeto

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