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A abelha tubuna, também conhecida como mandaguari tubuna, pertence ao grupo das trigonas (sem ferrão). É uma abelha relativamente agressiva que, ao ser ameaçada, se defende depositando uma viscosa mistura de resinas de árvores em seu predador, em seres humanos ataca principalmente nos cabelos, além de mordiscar com suas mandíbulas. Pode viajar mais de 1 km à procura de uma nova morada: caixas de madeira velha, ocos em árvores e muros. Essa espécie concentra suas atividades pela manhã, evitando forragear nas horas mais quentes do dia. Seu ninho tem o formato da entrada como um tubo, um funil ou uma trombeta.

Produz um mel agridoce, mais líquido que o da abelha apis como toda abelha sem ferrão brasileira, não enjoativo, e com aroma característico do feromônio da espécie e das flores acessadas pelas abelhas. É rico em propriedades bactericidas, energéticas e antioxidantes. Cada colmeia produz de 1 a 2 litros de mel por ano na região da Mata Atlântica do Paraná

Em tempos passados os exames de abelha tubuna eram facilmente encontrados nas áreas de mata atlântica, era habito corriqueiro do homem do campo e dos indígenas a coleta do mel para consumo. No entanto, a diminuição dessas áreas de floresta as quais foram paulatinamente sendo antropizadas, diminuíram também a população dessas abelhas.

A falta de uma legislação especifica que regule a venda do mel e devido também a falta de conhecimento dos méis das abelhas nativas pelo população em geral faz como que a exploração de mel de abelha tubuna seja pouco interessante aos pequenos produtores. Desse modo, o pouco interesse pela produção, e a diminuição do habitat põem essa abelha em risco de desaparecimento.

No que se refere aos usos gastronômicos, ha casos de utilização em cervejas tanto na fermentação como fonte de leveduras como na maturação se aproveitando das notas frutadas do mel, em drinks como fonte de açúcar e um grande leque de sabores complexos, pratos salgados como molhos para peixes e frutos do mar e saladas, doces em geral, adoçante de uso a critério do consumidor.

Indicação: Rafael Alessi Martins Bonilha, Jeferson Tonin e José Tobias Marks Machado
Pesquisa e texto: Bernardo Simões
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