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O jenipapo é uma fruta presente em grande parte da extensão brasileira, em diversos biomas do Sudeste ao Norte, além de ser cultivado nas regiões entre o México e as Antilhas. Caracterizado pela casca mole, parda e enrugada, tem em média 9 cm de comprimento por 6 cm de diâmetro com formato oval. O jenipapeiro é uma árvore nativa da Amazônia e Mata Atlântica, encontrada também no Cerrado, pertencente à família botânica das Rubiáceas, que apresenta em média, entre 8 e 18 metros de altura e 60 centímetros de diâmetro de caule. A copa é grande e arredondada, com folhas de 15 a 35 centímetros de comprimento.

Em diversas culturas indígenas o fruto é utilizado para pintar a pele, haja vista que tanto a casca da árvore quanto o fruto possuem uma substância chamada genipina, de coloração violeta ou azul-escuro, que se torna preta em contato com o ar. Por isso, em tupi-guarani jenipapo significa fruta que mancha. A colheita é feita durante todo o ano, em especial entre os meses de novembro e janeiro. Do tipo baga sub-globosa, o fruto possui sementes achatadas e pequenas, de aroma bastante característico e polpa pouco adocicada, sendo incomum o consumo do fruto in natura. Rico em ferro, cálcio e vitaminas B1, B2, B5 e C, além dos empregos gastronômicos, o jenipapo é utilizado em remédios caseiros para o tratamento de doenças no fígado, respiratórias e anemia.

O jenipapeiro é de grande importância para as regiões que o cultivam, pois possui grande importância na atividade comercial, haja vista que o fruto pode ser empregado de diversas maneiras e a madeira é flexível e compacta, de longa durabilidade, sendo utilizadas na confecção de portas, janelas, cabos de ferramentas e relógios.

Foto: Cody H.

O desmatamento da Mata Atlântica na Região Sul da Bahia vem aumentando devido a agropecuária extensiva e a cultura do café tipo conilon vem colocando em risco a continuidade da existência do jenipapeiro nessa região. Uma vez que tanto a árvore quanto o fruto estão ligados à história de um povo e a sua economia, sua conservação é de fundamental importância para que atividades como a confecção do licor de jenipapo, uma das bebidas mais populares no São João nordestino, não seja perdida.

O jenipapo é empregado no preparo de xarope, vinho, álcool, vinagre, aguardente e quinino (sulfato de quinina – usado como antimalárico e antipirético). No Nordeste, a principal aplicação do jenipapo é o licor, bebida típica dos festejos juninos,  que produzido de forma artesanal, demora no mínimo um mês para ficar pronto. Outro produto típico dos festejos é a jenipapada, um doce de jenipapo envolto em açúcar. Ademais, podem ser feitos sucos, polpas e compota.

Indicação por Tathiana Benderoth de Carvalho, Priscila Bizzi de Avila e Maria Conceiçao Oliveira
Revisão e pesquisa por Revecca Cazenave Tapie e Ligia Meneguello
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