Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

O buriti ou miriti (Mauritia flexuosa) é uma planta de ampla distribuição no território nacional. A espécie habita terrenos alagáveis e brejos de várias formações, sendo encontrada com muita frequência nas veredas, importante fitofisionomia do Cerrado. De grande porte, pode alcançar 30 metros de altura e ter um caule de espessura de até 50 cm de diâmetro. Possui folhas de mais de um metro de comprimento, com forma de leque, as frutas possuem formato oval, medindo cerca 6 cm de comprimento com coloração avermelhada. A polpa do buriti é bastante densa de coloração alaranjada e, na maioria dos casos, apenas uma semente.

Esta fruta possui alto teor de Vitaminas A, B, C, cálcio, ferro e proteínas. O óleo do buriti é rico em caroteno e tem grande valor medicinal para as comunidades tradicionais, que a utilizam como cicatrizante e vermífugo. A polpa do fruto é saborosa e possui coloração alaranjada, sendo acompanhada, em geral, de um caroço, que é a semente da espécie. Em alguns casos, no entanto, podem ser encontrados dois caroços ou nenhum.

O buriti floresce quase o ano inteiro, mas principalmente nos meses de abril a agosto. Existem buritis machos e fêmeas. Os primeiros produzem cachos que apenas resultam em flores; já no caso das fêmeas, as flores se transformam em frutos. Ainda assim, é preciso aguardar aproximadamente um ano para que os frutos estejam maduros e aptos para a colheita, o que ocorre geralmente no intervalo de dezembro a fevereiro, possuindo produção de frutos bastante intensa. Segundo a EMBRAPA a produção pode gerar cerca de 5 a 7 cachos por ano, sendo que cada um deles geram entre 400 e 500 frutos. A colheita acontece quando o fruto se desprende do cacho, outro método de coleta do fruto é retirar todo o cacho e armazena-lo em local adequado para aguardar o período de maturação.

A árvore do buriti tem importante papel na economia regional, uma vez que serve de matéria prima para o artesanato, pois as folhas jovens produzem uma fibra bastante fina, conhecida como a “seda do buriti”. Dentre outras aplicações, os artesãos utilizam essa fibra para produção de bolsas, tapetes, toalhas, brinquedos e semi-joias. O talo das folhas é utilizado também na fabricação de móveis, caracterizado pela qualidade e leveza.

O buriti possui uma participação gastronômica bastante peculiar, servindo como matéria prima para a produção de doces, suco, palmito, picolé e geleia. Para usar a polpa é necessário depois da higienização deixá-lo de molho 24 horas (trocando a água) até amolecerem, seguido de retirada da casca com as mãos ou raspagem com a colher. Pode ser consumido in natura. Da polpa se faz o doce, geleia, pudim. Pode-se obter o açúcar do caule e do miolo do caule a fécula amilácea similar ao sagu. O beneficiamento também pode se dar através de fermentação alcoólica da polpa, produzindo vinho e licor. Além de ser consumida fresca, a polpa do buriti pode ser congelada, mantendo suas características e nutrientes preservados. O óleo da polpa pode ser utilizado para frituras, e da seiva açucarada ainda é possível extrair sacarose cristalizada.

Este produto foi indicado por Laíse Carvalho Silva, José Fábio Soares e Magda Rodrigues de Moraes e compõe o projeto:
3logo-site1_copy_copy_copy_copy_copy_copy_copy_copy_copy_copy_copy_copy.png

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s