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O cacauízeiro (Theobroma speciosum), parente do cacau e do cupuaçu, é nativo da Amazônia e parte do Centro-Oeste em matas de terra firme. O fruto cacauí, chamado tambén cacau-de-macaco, cacau-jacaré, cacau-da-mata, cresce no tronco estreito de uma árvore de copa pequena, que pode atingir 15 m de altura. É raramente cultivado, sendo que seus frutos são praticamente todos extraídos de cacauízeiros selvagens. A casca mole, mas lenhosa, forma uma cápsula de mais ou menos 12 cm que mantém as sementes bem organizadas e envoltas por uma fina camada de polpa suculenta de sabor delicado, fresco e levemente cítrico. Em diversas épocas do ano, o tronco se redescobre com cachos de pequenas flores vermelho-púrpura que exalam forte odor de limão, e que podem ser consumidas in natura em saladas ou geleias. Dessa forma, a futificação dependerá, naturalmente, da épox.

O cacauí é apreciado desde períodos pré colombianos pelas populações locais. A zona histórica de produção è toda a região da Amazônia Central brasileira, como as calhas de grandes rios e seus afluentes, como o Solimões, o Negro e o Amazonas. Atualmente é mais um fruto que identifica e nos remete à Amazônia Central.

Tradicional no consumo familiar de moradores de áreas rurais da Amazônia. Suas flores podem ser consumidas in natura em saladas ou no preparo de geleias, bem como de chás caseiros. Os frutos maduros oferecem uma polpa suave que pode ser batida com as sementes no liquidificador, para o preparo de um mousse especial e com o sabor da região.

O cacauì è comercializado diretamente nas propriedades da agricultura familiar, raramente encontrado em feiras, principalmente em feiras locais dos municípios do interior.

A planta raramente é cultivada para produção e venda dos frutos. A maior parte dos cacauízeiros encontra-se nas florestas nativas, as quais correm perigo frente ao avanço do desmatamento, que ameaça também diversas outras espécies de plantas de interesse gastronômico tradicional. O reconhecimento como produto a ser fortalecido poderá gerar ações de produção de mudas desta planta, bem como a introdução da mesma em sítios e quintais agroflorestais em maior intensidade.

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Tronco do cacauízeiro florido (Foto de Carlos Demeterco)

 

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Jandaíra-da-Amazônia (Melipona seminigra), espécide de abelha nativa sem ferrão amazônica) visitando as flores do cacauízeiro (Foto de Carlos Demeterco)

 

Este produto foi indicado por Susanne Gerber-Barata e compõe o projeto:

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