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O assa peixe (Vernonia polyanthes) – chamado também como cambará branco, chamarrita, mata pasto, enxuga - é uma erva encontrada comumente em canteiros em propriedades familiares, não somente na região Norte, onde é muito utilizada para condimentar pratos e também no preparo de chás.

Desenvolve-se bem em áreas com solos considerados pobres, e apresenta grande quantidade de minerais. É uma planta muito visitada pelas abelhas, principalmente as nativas, para buscar recursos alimentares. Planta muito utilizada pela medicina popular no tratamento de tosses, bronquite, contusões, hemorroidas, resfriados e infecções uterinas, enquanto o mel de assa-peixe pode ser usado em bolos, torradas, iogurtes, salada de frutas, e como adoçantes de chás.

Introduzida na região Norte durante o período colonial, o assa peixe é uma espécie de importante reconhecimento. Além disso, popularizou-se entre a agricultura familiar, em especial na região da Amazônia brasileira, mas tem sua origem na região Nordeste do Brasil. Hoje é uma planta silvestre difundida na região amazônica, nos estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, e comum nos cerrados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Não se tem informação exata sobre uma quantidade produzida, pois o que se consome, principalmente, são as folhas. A erva pode atingir até cerca de 3 m de altura, numerosa em folhas. Suas sementes germinam facilmente, e a planta se desenvolve muito bem em pleno sol, o que pode explicar a presença do assa peixe em muitos sítios, terrenos baldios, áreas degradadas e outros locais comuns.

A assa peixe é consumida, na maior parte dos casos, pela própria família dos agricultores, no consumo familiar. Pode ser utilizada como condimento, sendo também as folhas empanadas e fritas, como um petisco saboroso, que lembram um pequeno peixe frito. As nervuras da folha se assemelham às espinhas de um peixe, daí o nome popular. É também utilizada no preparo de chás caseiros.

O assa peixe pode ser encontrado principalmente em feiras livres locais, comercializado diretamente pelos agricultores e agricultoras, ou mesmo por atravessadores.

Sua extinção se deve muito à implementação de áreas de pastejo bovino. Dessa forma o incentivo ao cultivo dessa erva em pomares, canteiros e hortas caseiras é de grande importância para sua conservação. Como sua flor é muito visitada por abelhas, seu desaparecimento pode afetar a existência destes insetos, devido à falta desse precioso alimento.

Indicação por Artur Resende Canavez
Revisão e pesquisa por Carlos Demeterco e Ligia Meneguello
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