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A araruta é um rizoma fibroso nativo da América do Sul a partir do qual se faz uma farinha muito fina e extremamente branca, usada para preparar mingaus, biscoitos, bolos e brevidades, além de engrossar molhos. Sua farinha é leve e de fácil digestão, e confere essas qualidades aos produtos que a contenham. Outra característica importante da farinha de araruta é que é livre de glúten, e portanto uma alternativa ao trigo, centeio e cevada. Os rizomas da araruta podem atingir comprimentos de até 30 cm, são de cor clara e cobertos por uma pele fina, que descasca facilmente. Para extrair a farinha, os rizomas são moídos, peneirados e lavados para separar a fibra e decantar o amido. Há evidências de que já se cultivava araruta há 7000 anos. No Brasil, os índios Caraíba e Caiapó, da Amazônia, cresceram entre inúmeras variedades desta espécie, que eram geralmente produzidas pelas senhoras das tribos, e consumidas em caso de escassez de alimentos, inundações ou problemas na colheita. As mulheres extraiam o amido da araruta e usavam para engrossar sopas dos idosos e crianças, bem como para fortalecer as mulheres depois de terem dado à luz. A araruta desempenhou um papel importante na confeitaria e fez parte da infância de gerações de brasileiros, especialmente em áreas como o Recôncavo Baiano. Porém, muitas pessoas que costumavam comer produtos feitos com farinha de araruta em sua infância têm notado o seu desaparecimento gradual. Nas últimas décadas, a farinha de araruta foi sendo substituída pela farinha de trigo ou de mandioca no mercado, que são produzidas mais facilmente e de forma industrial. Essas mudanças levaram a uma enorme redução no cultivo e ao seu quase desaparecimento das fazendas e mercados. A Associação dos Produtores Orgânicos do Recôncavo da Bahia tem projetos para promover o cultivo de araruta e fornece para mercados do Recôncavo e Salvador.

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